| May 17 |
Queda do Dólar, EntendaVou ser sincero com vocês. Não conheço nada de economia, tenho um sério problema com números e variações numéricas. Mas para a queda do dólar não passar em branco aqui no Matéria, resolvi perguntar a quem entende do assunto, o economista, Rafael Cabral. Explicou de uma maneira clara e simples que até eu entendi.
“Nada na economia tem um lado ruim que não tenha um lado bom…
A queda do dólar representa o aumento da quantidade dessa moeda no país, isso ocorre porque nossa taxa de juros é alta, então é um bom negócio jogar dólares no Brasil. O lado bom da queda do dólar é que o preço dos produtos importados fica cada vez mais baixo, ou seja, empresas que necessitam desse tipo de produtos para alavancar a produção serão beneficiadas, ou seja, empresas que utilizem produtos importados na produção terão um custo menor para produzir. Outro resultado positivo é que os produtos importados afetam alguns índices como a inflação, a inflação tende a baixar por conta dessa baixa do dólar, isso ocorre porque os produtos importados mais baratos fazem com que as empresas que produzam mercadorias semelhantes, porém nacionais, tenham que abaixar seus preços para evitar a perda de mercado, o lado ruim se origina disso… Os governos anteriores e este não fizeram investimentos em infra-estrutura e não agiram de maneira eficiente quanto à tributação das pequenas e médias empresas, o que seria um passo além do “super simples”, o Governo do Estado do Rio de Janeiro está tentando fazer isso, corte e redução significativa dos impostos para micro, pequenas e médias empresas. Elas não terão como competir com a queda dos preços de outras empresas, as que importam produtos e as grandes empresas nacionais, que conseguem administrar uma margem de lucro menor por mais tempo. O resultado disso é que as empresas que não agüentarem a redução dos preços terão que diminuir seu custo de produção, o que acontece na maioria das vezes é o corte de pessoal, gerando desemprego, ou a falência das empresas.
Recapitulando… Lado Bom: Queda na inflação, queda nos preços de viagens internacionais e diminuição do custo de produção para empresas que utilizem importados em sua linha de produção. Lado Ruim: Aumento do desemprego e quebra de várias pequenas e médias empresas nacionais. Vale lembrar que essas empresas representam a maior parte dos empregos com carteira assinada do país” - palavras do economista, Rafael Cabral. Simples.
3 Comentários to “Queda do Dólar, Entenda”Leave a Reply |
Bom dia sou Daiana e estou muito interessada em saber o porquê que as empresas demitem funcionários com a queda do dólar se pelo fato da importação ficar em conta gera lucros com o aumento de produção e procura pelo produto estar mais em conta.
Bom dia !
Meu nome é Daiana e quero entender mas a fundo a respeito da queda do dólar, ou seja, como ele afeta nossa economia. Lndo essa matéria, gerou uma dúvida a respeito dela. Por que a queda do dólar gera desemprego se as empresas compram produtos mais baratos, aumentando a produtivida, e a procura do consumido, gerando consequentemente lucro para empresa.
Dólar
A queda do dólar gera sim mais possibilidades para as empresas que possuem em sua linha de produção ou como matéria prima algum tipo de material importado, o dólar mais barato, de fato garante um menor custo para este tipo de empresa. Porém, como tudo na economia tem dois lados, uma apreciação cambial, ou seja, um real mais valorizado dificulta um pouco mais as exportações do mercado brasileiro, e como somos um país essencialmente exportador, de produtos agrícolas e de minério, perdemos um pouco de espaço no cenário internacional.
Apresentamos aualmente um regime de câmbio flutuante, adotado em grande escala pelo mundo, o importante desse sistema é que a variação cambial não seja acentuada e sim mais estável para garantir dois tipos de planejamento: o do Governo, através da politica macroeconômica, e o das empresas, podendo antecipar receitas e custos, dependendo de sua necessidade de exportar e importar.
O que vemos hoje não é desemprego causado pela variação cambial, e sim pela crise de crédito, explicada abaixo.
Desemprego
Atualmente enfrentamos um período um pouco turbulento na economia, a chamada “crise de crédito”, super bancos norte-americanos emprestaram dinheiro demais a pessoas que não podiam pagar, isso foi feito por dois motivos: pela crença de que, caso algo acontecesse, o Governo norte americano entraria e recuperaria os ativos financeiros com dinheiro público, e pela inexistente fiscalização do sistema bancário no país.
A crise foi antecipada anos antes quando vários setores da economia alertaram sobre a chamada “bolha imobiliaria” que estava sendo criada justamente por esses empréstimos, pois é, a bolha estourou, o resultado é uma cadeia de acontecimentos, os bancos americanos, que financiam, além de pessoas físicas, empresas norte americanas e outros bancos tanto dos EUA como fora dele, não conseguiram recuperar os empréstimos feitos, pediram socorro ao governo norte americano, que se negou a financiar a divida alheia com dinheiro público, como resultado, algumas empresas ficaram sem crédito, assim como pessoas físicas e outros bancos, que também ficaram impossibilitados de emprestar dinheiro. Isso aconteceu nos Estados Unidos e teve reflexo imediato em todo o mundo, um sistema financeiro sem crédito é um sistema financeiro fraco.
Os Estados Unidos representam a maior parte da Demanda Agregada mundial, ou seja, são quem mais consome produtos de todos os tipos e de todas as partes do mundo, mas consomem com crédito, assim como todo o resto do mundo, sem crédito essa demanda cai de maneira absurda, e várias empresas pelo mundo ficam sem ter como exportar, gerar renda e empregar seus funcionários.
Outros resultados da crise de crédito são, a queda em investimetos e a procura pelo refúgio no dólar, o primeiro ocorre devido a desconfiança dos investidores em comprar ações de empresas sem saber se amanhã ainda terão qualquer valor, as empresas precisam de vendas e fatos novos para serem mais procuradas e mais valorizadas nas bolsas pelo mundo, e sem essa motivação, quem deveria investir não investe, resultado, as bolsas caem. A procura pelo dólar é justificável já que a maior parte dos países tem suas reservas financeiras em dólar e não querem que ele se desvalorize, a moeda que vinha sendo questionada por todos mediante o sucesso do euro, agora é bem guardada para transações dos bancos centrais na apreciação ou depreciação de suas moedas.
Um fato que sempre acontece nesses momentos é a valorização de órgãos de fiscalização do sistema financeiro internacional, como FMI e OMC, são esses órgãos que se responsabilizam pela boa condução dos empréstimos internacionais e pelas negociações de grande porte no mercado internaconal.
Tentando minimizar os efeitos da falta de crédito alguns governos estão movimentando seus caixas e jogando dinheiro no mercado. O governo brasileiro, por exemplo, diminuiu o depósito compulsório de alguns bancos, de outros simplesmente eliminou este tipo de depósito, mas estabeleceu uma regra, esse dinheiro deve ser usado na ampliação do sistema de crédito, visando o empresário e a pessoa física, em uma tentativa de manter a demanda brasileira ainda em trajetória positiva, entre outras medidas existe a recomendação de manter o crédito do BNDES elevado, mantendo os investimentos da classe empresarial.
O governo norte americano, abriu o caixa para financiar empréstimos, mas garantiu que não salva banco nenhum. Outra medida importante do governo dos EUA será a adoção de políticas macroeconômicas que favoreçam uma elevação na demanda, aí sim, tendo melhores resultados no cenário internacional, como por exemplo, aumentar os gastos públicos, o que já está fazendo. O importante é que todas as medidas sejam controladas e fiscalizadas de maneira séria e imparcial, para que novas bolhas não surjam e afetem a economia e a renda no resto do mundo, a lição que tiramos dessa crise é a maior regulação por parte do Estado em setores da economia que não tinham essa caracteristica.
Espero ter respondido as duas questões.
Abraço,